Usina Termelétrica Itaqui

Fonte: Global Energy Monitor

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A UTE Itaqui é uma usina termelétrica a carvão de 360 megawatts (MW) operada pela Eneva (antiga MPX Energia) em São Luís do Maranhão, Brasil. Originalmente conhecida como UTE Termomaranhão, a planta passa a ter o nome oficial de UTE Itaqui ou UTE Porto do Itaqui.

Localização

A foto abaixo mostra a usina termelétrica em São Luís do Maranhão.

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Histórico

A Diferencial Energia, desenvolvedora original do projeto Itaqui, vendeu direitos de geração em março de 2007 para a holding brasileira EDB [1], que, por sua vez, estabeleceu uma parceria 50-50 com a mineradora brasileira MPX Mineração e Energia. A MPX comprou a participação da EDB e assumiu 100% de participação logo após o leilão de energia A-5 de outubro de 2007, no qual a usina de Itaqui ganhou um contrato para produzir uma média anual de 315 MW de energia por um período de 15 anos.[2]

Em outubro de 2012, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) concedeu à usina sua licença de operação[3], e em fevereiro de 2013, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou a usina a iniciar operações comerciais, com capacidade instalada de 360 MW. [4]

Em setembro de 2013, MPX Energia S.A. mudou de nome para Eneva S.A.[5] A partir de janeiro de 2021, os principais acionistas da Eneva incluem BTG Pactual e Cambuhy, cada um com uma participação de 22,93%.[6]

As usinas a carvão da Eneva, incluindo Itaqui e a usina de Porto do Pecém, geraram lucro pela primeira vez em 2018. No entanto, o CEO Pedro Zinner, em uma entrevista em maio de 2019 ao Brazil Journal, disse que a Eneva não tinha planos de investir em carvão e esperava que o carvão desempenhasse um papel cada vez menor no portfólio da empresa.[7] A atual concessão de geração de eletricidade da Eneva para a usina de Itaqui expira em dezembro de 2026.[8]

Em uma entrevista de outubro de 2020 ao Capital Reset, o CEO da Eneva, Pedro Zinner, reiterou o seu compromisso com a eliminação de novos investimentos em usinas termelétricas a carvão; no entanto, deixou em aberto a possibilidade de continuar a operar a usina de Itaqui após 2026 se houver demanda por eletricidade que não pode ser fornecida de outras fontes.[9]

Financiamento

Em 2008, a MPX informou que investiu US $ 698 milhões em despesas de capital no projeto e recebeu US $ 160 milhões em empréstimos.[10] Em março de 2009, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou que concedeu US $ 50 milhões em empréstimos ao projeto e que providenciaria novos empréstimos para o projeto junto a bancos internacionais, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).[11][12]

Impacto ambiental

Em meados de 2016, o Ministério Público Federal do Maranhão acusou o Ibama de ter aumentado de forma significativa e inadequada os limites de emissões para a planta de Itaqui, depois que a planta liberou repetidamente níveis excessivos de dióxido de enxofre e outros poluentes. Citando perigos à saúde pública resultantes da triplicação dos limites de emissões pelo Ibama, o Ministério Público pediu que a licença da usina fosse suspensa ou modificada para que as emissões voltassem a cumprir os níveis estabelecidos na Avaliação de Impacto Ambiental original da usina. Um porta-voz da proprietária da usina, Eneva, negou as acusações do Ministério Público.[13]

Detalhes do Projeto

  • Patrocinador: Eneva S.A.[14]
  • Empresa-mãe: Eneva S.A.[14]
  • Localização: São Luís de Maranhão, Brasil
  • Coordenadas: -2.5873124, -44.3383527 (exactas)
  • Estado: Operativo
  • Capacidade Bruta: 360 MW[14]
  • Tipo: Subcrítico
  • Data de inauguração: 2013[4]
  • Tipo de carvão:
  • Fonte de carvão:
  • Fonte de financiamento:

Referências

  1. "EDB buys Maranhão project generation rights,", Business News Americas, April 11, 2007.
  2. "EDB sells stake in Maranhão thermo project,", Business News Americas, October 17, 2007.
  3. "Ibama emite licença para Usina Termelétrica Itaqui", O Estado, October 29, 2012.
  4. 4.0 4.1 "UTE Itaqui, da MPX, inicia operação comercial,", TN Petróleo, February 5, 2013.
  5. "Brazil's MPX Energia rebranded ENEVA". Power Engineering. September 19, 2013.
  6. "Shareholding, Governance and Corporate Structure". Eneva. Retrieved 2021-01-12.
  7. Viri, Natalia (May 20, 2019). "Cheia de gás, Eneva ganha respeito no mercado". Brazil Journal.
  8. "2019 Sustainability Report". Eneva. Retrieved 2020-12-30.
  9. "Eneva descarta novos investimentos em carvão, mas pode dar sobrevida a usinas existentes, diz CEO". Capital Reset. October 30, 2020.
  10. "Corporate Presentation". September 2008.
  11. "Brazil expands energy supply in Northeastern region with IDB financing". IDB. March 20, 2009.
  12. Ltda, Comunique-se Comunicacao Corporativa (2009-03-23). "IDB Approves Financing for Porto do Pecém I TPP and Porto de Itaqui TPP". GlobeNewswire News Room. Retrieved 2020-10-02.
  13. "MPF-MA quer que usina do Porto do Itaqui reduza emissão de poluentes,", Rede Globo, July 7, 2016.
  14. 14.0 14.1 14.2 "Nossos Negócios - Geração de Energia". Eneva. 2017.