Gasoduto da Rota 1

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O Gasoduto da Rota 1 é um gasoduto operacional na costa atlântica do sudeste do Brasil.

Localização

O gasoduto vai do campo de óleo e gás natural de Lula, na costa do estado do Rio de Janeiro, até a plataforma de Mexilhão, no litoral do estado de São Paulo, e segue na direção norte até a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato em Caraguatatuba, estado de São Paulo.

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Detalhes do projeto

  • Operadora: Petrobras[1]
  • Empresa(s) controladora(s):
    • Seção Lula-Mexilhão: Petrobras (65%), Shell (25%), Galp (10%)[2]
    • Seção Mexilhão-Monteiro Lobato: Petrobras (100%)[2]
  • Capacidade atual: 3,65 bilhões de metros cúbicos por ano[1]
  • Comprimento: 223 milhas / 359 km[2]
  • Situação: Em operação
  • Ano de início: 2011[1]

Histórico

Em setembro de 2011, a Petrobras anunciou a conclusão do gasoduto Lula-Mexilhão, de 216 km, projetado para transferir gás natural do campo de Lula, a 250 km da costa do estado do Rio de Janeiro, para a plataforma de Mexilhão, uma plataforma fixa de produção de gás a 160 km de distância, no litoral do estado de São Paulo[3]. O gasoduto Lula-Mexilhão se conecta em Mexilhão a um segundo trecho do gasoduto que vai em direção norte até a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato em Caraguatatuba, estado de São Paulo, onde o gás é alimentado na rede de distribuição de gás natural do Brasil.[1] O gasoduto da Rota 1 também se interliga com o Rota 2 da Petrobras, em operação desde 2016, transportando outros 4,75 milhões de metros cúbicos por ano de gás natural do campo de Lula para o Terminal de Tratamento de Gás de Cabiúnas, em Macaé, no Rio de Janeiro.[4]

O campo de Lula está localizado na bacia de Santos, em uma formação geológica conhecida como camada “pré-sal”, sob de 2.126 m (6.975 pés) d’água e a 2.791 m (9.156 pés) do solo, rocha e sal.[5][6]

Em setembro de 2019, comunicados à imprensa indicavam que a Petrobras, em consulta com os co-proprietários do gasoduto Shell e Galp, estudava uma potencial venda do gasoduto da Rota 1 em conjunto com os seus outros dois gasodutos offshore (Rota 2 e Rota 3).[7]

Descrição técnica

O gasoduto tem duas seções. A primeira, entre o campo de Lula e a plataforma de Mexilhão, tem 216 km (134 mi.) de extensão. A segunda, que vai da Plataforma de Mexilhão até a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, tem 143 km de extensão. O diâmetro do gasoduto varia de 18 a 34 polegadas. O gasoduto operado pela Petrobras tem a capacidade de transportar 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia[1], ou 3,65 bilhões de metros cúbicos por ano.[4]

Artigos e recursos

Referências

  1. 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 "Gasoduto Lula-Mexilhão começa a operar na Bacia de Santos – Agência Petrobras". Petrobras. September 19, 2011.
  2. 2.0 2.1 2.2 "Offshore Routes 1, 2 and 3 to go public". Brazil Energy Insight. September 13, 2019.
  3. "Mexilhão gas field", site Offshore Technology, acessado em abril de 2018
  4. 4.0 4.1 "FPSO Cidade de Maricá goes into operation in the Santos Basin pre-salt cluster", Comunicado da Petrobras, 18 de fevereiro de 2016
  5. "The journey from Tupi to Lula", Offshore Engineer, 1 de maio de 2017
  6. "Tupi oil field", Wikipedia, acessado em abril de 2021
  7. "Petrobras estuda reunir gasodutos do pré-sal e abrir capital – UTE". Valor Econômico. September 13, 2019.