Terminal de GNL da Baía de Guanabara

Fonte: Global Energy Monitor

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O Terminal de GNL da Baía de Guanabara, conhecido regionalmente como Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara, é um terminal de importação de GNL em operação no estado do Rio de Janeiro, Brasil.[1]

Localização

O terminal está localizado próximo à ilha do Boqueirão na Baía da Guanabara, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.[2]

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Detalhes do projeto

  • Proprietárias: Petrobras[1][3]/ Excelerate Energy (arrendatária do FSRU)[2]
  • Localização: Baía da Guanabara, Rio de Janeiro, Brasil[2]
  • Coordenadas: -22,782922, -43,131995 (exata)
  • Capacidade: 4.8 mtpa[3]
  • Situação: Inativo[3]
  • Tipo: Importação
  • Ano de início: 2009[2][3]

Observação: mtpa = milhões de toneladas por ano; bcfd = bilhões de pés cúbicos por dia

Histórico

O projeto de GNL da Baía de Guanabara é um terminal flutuante de GNL em alto mar, no estado do Rio de Janeiro, e é de propriedade da estatal brasileira Petrobras. Ele era um dos três terminais de GNL operados pela Petrobras na costa atlântica do Brasil (agosto de 2019), junto com Bahia LNG Terminal e Pecém LNG Terminal.[4]

O terminal iniciou suas operações em 2009 com as embarcações Golar Spirit e Golar Winter.[5] Em seu estágio inicial, o terminal tinha capacidade para abastecer as usinas no sudeste do Brasil com 14 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A Petrobras contratou a Excelerate Energy em 2014 para adicionar a Experience, uma FSRU (unidade flutuante de armazenamento e regaseificação), aumentando a capacidade de armazenamento do terminal para 170 mil metros cúbicos e a capacidade de regaseificação e envio para 22,5 milhões de metros cúbicos por dia.[1][2] De acordo com o site da Excelerate Energy, a Experience na época era responsável pelo abastecimento de 50% da capacidade de regaseificação de GNL do Brasil.[6]

O terminal atualmente tem dois berços separados, cada um equipado para atracar uma FSRU e uma embarcação de abastecimento, em uma configuração do tipo “cross-jetty” (quebra-mar cruzado). Um gasoduto de 28 polegadas e com 15 quilômetros transporta gás do terminal da Baía de Guanabara até a estação receptora de Campos Eliseos, onde é direcionado para a rede de gasodutos do sudeste do Brasil.[7]

A Petrobras colocou à venda, em junho de 2016, o terminal de GNL da Baía de Guanabara e o terminal de importação de GNL de Pecém no Ceará, junto com as centrais termelétricas associadas a ambos os terminais.[8]

Nos últimos anos, vários fatores como a redução da demanda doméstica, o aumento da produção doméstica e as limitações de gastos com câmbio estrangeiro contribuíram para a subutilização da capacidade nos terminais de GNL do Brasil.[9] No início de 2017, o terminal da Baía de Guanabara encerrou o afretamento da FSRU Golar Spirit, sem dar declarações sobre futuros planos para uma embarcação substituta no terminal. O Spirit foi transferido para o Terminal de GNL da Bahia em outubro de 2018, o que tornou o terminal da Baía de Guanabara inativo por tempo indeterminado.[3][10] De acordo com informações de fevereiro de 2020, o terminal da Baía de Guanabara não recebeu importação de GNL desde 2018.[9]

Como resposta aos baixos preços internacionais e ao aumento da demanda interna, a Petrobras buscou autorização para expandir a capacidade de regaseificação do terminal para 30 milhões de metros cúbicos por dia.[11] A empresa concluiu com sucesso um teste para 30 Mm3/dia nas instalações da Baía de Guanabara em setembro de 2020, supostamente estabelecendo um novo recorde mundial para regaseificação em uma FSRU.[7] Em março de 2021, o Congresso brasileiro aprovou uma nova lei do gás, o que pode abrir o caminho para que empresas privadas tenham acesso à infraestrutura de GNL, incluindo novos terminais de GNL e instalações existentes, como o terminal da Baía de Guanabara.[12][13]

Artigos e recursos

Referências

  1. 1.0 1.1 1.2 "Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara (GNL)". Petrobras. Retrieved 2021-04-18.
  2. 2.0 2.1 2.2 2.3 2.4 "Guanabara Bay LNG Import Terminal". Excelerate Energy. Retrieved 2021-04-18.
  3. 3.0 3.1 3.2 3.3 3.4 "IGU World LNG Report 2019". IGU (International Gas Union). June 7, 2019.
  4. "Terminais de Regaseificação de GNL no Brasil: Panorama dos Principais Projetos (pp 16, 21)" (PDF). EPE (Empresa de Pesquisa Energética). August 30, 2019.
  5. "Repositioned Golar Spirit brings Guanabara onstream". Riviera. April 21, 2009.
  6. Guanabara Bay LNG Import Terminal, utilizing the industry’s largest capacity FSRU – the Experience, Excelerate Energy, acessado em maio de 2017
  7. 7.0 7.1 "Petrobras alcança recorde de regaseificação de GNL". Agência Petrobras. September 17, 2020.
  8. Petrobras puts two LNG terminals on sale, LNG World News, 9 de junho de 2016
  9. 9.0 9.1 "Centrica sends cargo to launch Brazil's first private LNG terminal". Reuters. February 25, 2020.
  10. "Baía de Guanabara fica sem GNL por tempo indeterminado". ABEGÁS. October 5, 2018.
  11. "Petrobras says on track to raise Rio's LNG import capacity by 50%, pending license". Reuters. September 17, 2020.
  12. "Brazil's gas market draws growing competition". Argus Media. March 25, 2021.
  13. "Nova Lei do Gás é aprovada no Congresso Nacional". Ministério de Minas e Energia. March 17, 2021.