Gasoduto da Rota 2

Fonte: Global Energy Monitor

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O Gasoduto da Rota 2 é um gasoduto operacional na costa atlântica do sudeste do Brasil.

Localização

O gasoduto vai do campo de petróleo e gás natural Lula, na costa sudeste do Brasil, até o Terminal de Tratamento de Gás Cabiúnas, em Macaé, no estado do Rio de Janeiro.

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Detalhes do projeto

  • Operadora: Petrobras[1]
  • Empresa(s) controladora(s): Petrobras (55%), Shell (25%), Galp (10%), Repsol (10%)[2][3]
  • Capacidade atual: 7,3 bilhões de metros cúbicos por ano[2]
  • Comprimento: 249 milhas / 401 km[4]
  • Situação: Em operação
  • Ano de início: 2016[3]

Histórico

A Petrobras anunciou a conclusão do maior gasoduto submarino do Brasil em fevereiro de 2016, conhecido como Rota 2. O Gasoduto da Rota 2, com 401 quilômetros, pode transportar até 4,75 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano, partindo dos campos de gás na costa de Lula, em rápido desenvolvimento, até o Terminal de Tratamento de Gás de Cabiúnas, em Macaé, no estado do Rio de Janeiro. De Cabiúnas o gás chega à rede nacional de distribuição de gás natural do Brasil. O gasoduto da Rota 2 se interliga com Rota 1 da Petrobras, que opera desde 2011, trazendo mais 3,65 milhões de metros cúbicos de gás natural anualmente do campo de Lula para a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, em Caraguatatuba, São Paulo.[5] O campo de Lula está localizado na bacia de Santos, em uma formação geológica conhecida como camada “pré-sal”, sob de 2.126 m (6.975 pés) d’água e a 2.791 m (9.156 pés) do solo, rocha e sal.[6][7]

Em nove meses de sua inauguração, o Gasoduto da Rota 2 já transportava 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, com um total acumulado de 2 bilhões de metros cúbicos embarcados em 15 de novembro de 2016.[4]

O custo do projeto foi divulgado como R$ 8,6 bilhões no site do Ministério do Planejamento do Brasil.[8]

Em setembro de 2019, comunicados à imprensa indicavam que a Petrobras, em consulta com os co-proprietários do gasoduto Shell e Repsol, estudava uma potencial venda do gasoduto da Rota 2 em conjunto com os seus outros dois gasodutos em alto mar (Rota 1 e Rota 3).[1]

Descrição técnica

O gasoduto, operado pela Petrobras, tem 401 km (249 milhas) de extensão. De acordo com um comunicado à imprensa da Petrobras em 2016, a capacidade original era de 13 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia,[5] mas a capacidade está continuamente se expandido. A Petrobras recebeu autorização, em julho de 2019, para aumentar a capacidade de 16 para 20 milhões de metros cúbicos por dia.[2]

Artigos e recursos

Referências

  1. 1.0 1.1 "Petrobras estuda reunir gasodutos do pré-sal e abrir capital". Valor Econômico. September 13, 2019.
  2. 2.0 2.1 2.2 "Rota 2 tem capacidade ampliada para 20 milhões de m³/dia". ABEGÁS press release (in português). July 2, 2019.
  3. 3.0 3.1 "Offshore Routes 1, 2 and 3 to go public". Brazil Energy Insight. September 13, 2019.
  4. 4.0 4.1 "Gasoduto Rota 2 que vai do pré-sal até Cabiúnas atingiu a marca 2 bi de m³ de GN", TN Petróleo, 15 de dezembro de 2016
  5. 5.0 5.1 "FPSO Cidade de Maricá goes into operation in the Santos Basin pre-salt cluster", Comunicado da Petrobras, 18 de fevereiro, 2016
  6. "The journey from Tupi to Lula", Offshore Engineer, 1 de maio de 2017
  7. "Lula oil field", Wikipedia, acessado em abril de 2018
  8. "Empreendimento: Gasoduto Pré-sal / Cabiunas (Rota 2) - RJ - PAC". Ministério do Planejamento website. Retrieved 2020-06-29.