Perfil energético – Peru

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Matriz de combustível (combustíveis fósseis versus renováveis)

Aproximadamente três quartos do fornecimento total de energia do Peru vêm de combustíveis fósseis, com o petróleo sendo responsável por aproximadamente 43%, seguido pelo gás (26% a 31%, de acordo com vários relatórios recentes) e carvão (2%). A energia hidráulica é a forma de energia renovável mais usada[1][2][3], representando 35% da capacidade elétrica instalada e 55% da geração elétrica em 2019.[1]

A política nacional de energia peruana (Propuesta de Política Energética de Estado Perú 2010-2040) visa diversificar a matriz energética do país, com ênfase nas energias renováveis e na eficiência energética, com o intuito de atender as necessidades de longo prazo do país. O governo peruano reconhece que os preços voláteis dos combustíveis fósseis é outra razão da necessidade da mudança para as energias renováveis de alta qualidade e com preços razoáveis.[4]

Consumo de energia peruano por fonte, 1990-2019. Fonte: Our World in Data

Metas de emissões de gases de efeito estufa

Devido aos impactos da pandemia de COVID-19 e da turbulência política, o Peru fez vários ajustes em sua meta original do Acordo de Paris para 2030.[5] Antes de seu impeachment e destituição do cargo em novembro de 2020, o ex-presidente Martin Vizcarra criou uma comissão para lidar com a mudança climática.[6] Em dezembro de 2020, a Comissão de Alto Nível para Mudanças Climáticas (CANCC), com o apoio do presidente interino Francisco Sagasti, apresentou um plano para aumentar a meta de redução de emissões do Peru de 30% para 40% até 2030, caso haja apoio financeiro adequado da comunidade internacional.[7][8] O Peru intenciona ser neutro em carbono até 2050.[5]

Fonte: Climate Watch Data e WacClim[9]

Agências governamentais de energia e outros players principais

Ministério nacional de energia

MINEM (Ministerio de Energía y Minas) é o órgão do governo peruano responsável pelas atividades de energia e mineração. As subagências do MINEM incluem o IPEN (Instituto Peruano de Energía Nuclear) e o INGEMMET (Instituto Geológico, Minero y Metalúrgico).[9]

Agências licenciadoras

Todos os grandes projetos de energia no Peru devem passar por um estudo detalhado de impacto ambiental (EIA-d), que deve receber a aprovação final do MINEM antes do início das obras de construção.[10]

As licenças de mineração no Peru são adquiridas por meio de várias agências, a depender da escala do projeto. Em geral, o INGEMMET concede os títulos de concessão de mineração para projetos de mineração de médio a grande porte, enquanto quaisquer projetos de pequena escala ou artesanais recebem licenças pela DREM (Direção Regional de Energia e Minas).[11] Em 2021, foram feitos esforços para agilizar o processo de licenciamento de lavra.[12]

Agências regulatórias

A Agência Reguladora de Investimentos em Energia e Mineração do Peru (Osinergmin) supervisiona os investimentos no setor de energia, especificamente em minas, eletricidade, gás natural e combustível.[13]

A autoridade ambiental peruana OEFA (Organismo de Evaluación y Fiscalización Ambiental) é responsável por garantir o cumprimento das normas ambientais.

Empresas concessionárias de energia elétrica

A DGE (Dirección General de la Electricidad), uma subagência do MINEM, tem responsabilidade administrativa por todos os aspectos do setor elétrico do Peru, incluindo políticas, regulamentos, planos de expansão, distribuição e comercialização de energia elétrica.

Em 2018, 64 empresas (5 estatais e 47 privadas) eram responsáveis pela geração de eletricidade e 23 (11 públicas e 12 privadas) lidavam com a distribuição de eletricidade.[14] No total, 73% do mercado elétrico é privado, com 66% do total da energia elétrica comercializado por empresas privadas.[14]

Companhia petrolífera nacional

Perupetro, a companhia nacional de petróleo do Peru, é a responsável pela exploração e desenvolvimento dos recursos de hidrocarbonetos do país.[15]

Principais empresas de energia

A Electroperú S.A. (ELP) é a mais importante empresa estatal de geração de energia do Peru, produzindo energia hidrelétrica e térmica.[16]

Enel Generación Perú S.A.A., anteriormente conhecida como Edegel, é a empresa privada líder em geração de energia elétrica no Peru, com aproximadamente metade de sua energia proveniente de fontes renováveis.[17]

Luz del Sur, uma importante empresa de energia que atende principalmente o sudeste do Peru, foi vendida para a China Yangtze Power International em 2020.[18]

Dados de emprego do setor de energia

Em 2017, 12% da força de trabalho peruana estava empregada no setor de mineração.[19] A região de Arequipa tem o maior nível de empregos em mineração.[20]

Fonte: Statista[20]


Uso de eletricidade

O SEIN (Sistema Eléctrico Interconectado Nacional) é o principal sistema elétrico do Peru, com 28.000 quilômetros de linhas de transmissão cobrindo aproximadamente 85% do país, com as áreas restantes cobertas por sistemas isolados menores. As duas maiores empresas de transmissão são a Red de Energía del Perú e o Consorcio Transmantaro, com uma participação de mercado combinada de 32%.[21][22]

Capacidade instalada

A capacidade instalada do sistema elétrico peruano era de 15.223 MW (em 2019).[22] Em 2018, 54 empresas elétricas estavam em operação, sendo Engie (20%), Kallpa (13%), Enel (11%) e Electroperú (7%) as principais fornecedoras.[22]

Produção

O sistema elétrico peruano produziu 54.432 GWh em 2019.[22]

Demanda

Em 2018, 46% da eletricidade peruana foi usada pelo setor de transporte, com mais 27% usado pelos setores de mineração e industrial.[22] Os usos residencial, comercial e público correspondem a 25% do uso de eletricidade. Devido à atividade de mineração, Moquegua consome mais de sete vezes a média nacional de eletricidade (em 2018).[22]

Consumo

Em junho de 2019, 96% dos peruanos tinham acesso à energia elétrica.[23] Em 2020, o uso de eletricidade per capita no Peru era de 1.574 kWh/ano, com o uso no país inteiro totalizando 51,88 TWh em 2020.[24] A DGER (Dirección General de Electrificación Rural) é uma subagência do MINEM focada em aumentar o acesso rural à eletricidade confiável para 98% até 2023.[25] Os esforços de eletrificação em áreas rurais têm o apoio na legislação nacional: Ley de electrificación rural y de localidades aisladas de fronteras-No.27744 (Lei de eletrificação rural e localidades isoladas nas fronteiras).[26]

Carvão no Peru

Produção interna nacional

Em 2016, o Peru ficou em 54º lugar no ranking mundial de produção de carvão, com um total de 493.173 toneladas.[27]

Consumo

O Peru ficou em 70º lugar no ranking mundial de consumo de carvão em 2016, com um total de 1.267.657 toneladas.[27] A única usina elétrica movida a carvão do país, Ilo 21 power station, tem seu fechamento programado para dezembro de 2022, como parte da estratégia mais ampla de descarbonização da proprietária Engie.[28][29][30]

Emissões nacionais de dióxido de carbono no Peru, fonte: Ministerio del Ambiente - Dirección General de Cambio Climático y Desertificación - DGCCD (Ministério do Meio Ambiente - Direção Geral de Mudanças Climáticas e Desertificação - DGCCD)

Importações e países de origem

O Peru importou quase 40% do carvão que consumia (em 2016).[27]

Petróleo e gás natural no Peru

Produção interna nacional

Os projetos peruanos de desenvolvimento de petróleo estão concentrados no norte da Amazônia peruana, com oleodutos que levam à costa norte.[31] Mais de 95% das operações de gás natural ocorrem na zona geográfica Selva Sur.[32] Mais de 70% da Amazônia peruana foi aberta para empresas de petróleo e gás natural (em 2021).[33] O Peru se tornou o primeiro exportador de GNL da América do Sul em 2010,após a abertura da Melchorita LNG plant.

Produção fiscal mensal de petróleo e GNL no Peru entre janeiro-agosto de 2020, fonte: Perupetro

Consumo

Em 2019, as fontes de consumo de energia do Peru eram compostas por 43,61% de petróleo e 25,73% de gás natural.[3]

Importações e países de origem

A maioria das importações de petróleo bruto do Peru vem do Equador.[34]

Novas fontes e projetos propostos

O Peru manteve conversações com a Bolívia sobre a possível importação de gás natural boliviano por meio do Bolivia Peru Gas Pipeline proposto.[35] As empresas estão propondo de forma consistente outros projetos novos, que devem passar por uma fase exploratória antes de seguirem em frente.[32]

Transporte

Os dois oleodutos operacionais mais importantes do Peru são os Camisea Gas Pipeline, com 714 quilômetros, e o Norperuano Oil Pipeline, com 1106 quilômetros. Um terceiro projeto atrasado há tempos, o Gasoducto del Sur, foi proposto para transportar gás da bacia amazônica para usinas de energia e centros populacionais no sul do Peru. Transportadora de Gas del Peru (TGP) é a responsável pelo transporte de petróleo e gás natural dentro e fora do Peru. Seu sistema é formado por dois conjuntos de gasodutos: um para gás natural e outro para líquidos de gás natural.[36]

Energia renovável no Peru

Em maio de 2019, a energia renovável produzida no Peru vinha das seguintes fontes: hidrelétrica (43%), eólica (40%), biomassa (12%) e solar (5%).[37] O Peru pretende triplicar a produção de energia renovável entre 2019 e 2030. O país mantinha aproximadamente 15.000 MW de capacidade de geração de energia de fontes renováveis (em 2019).[37] A energia renovável no Peru deve crescer cerca de 6% entre 2021 e 2026.[38]

Ferro e aço no Peru

SIDERPERU, a maior e mais antiga produtora de ferro e aço do Peru, é controlada pela empresa brasileira Gerdau. Os EUA, Colômbia e Bélgica são os compradores principais do ferro e aço peruanos.[39] Estão previstos investimentos em novas minas de minério de ferro para a região de Arequipa.[40]

Impactos ambientais e sociais da energia no Peru

20 Anos de derramamentos de petróleo na Amazônia peruana

A exploração de petróleo e gás contribui para o desmatamento, deslocamento populacional e poluição do solo e da água na selva amazônica.[41] As empresas despejaram resíduos da mineração e do desenvolvimento de hidrocarbonetos diretamente nos rios e florestas peruanos.[42] Entre 2000 e 2019, houve 474 derramamentos de petróleo na Amazônia peruana, 65% dos quais ocorreram devido a oleodutos corroídos e falhas operacionais.[43] Os monitores ambientais são geralmente os primeiros a relatar os derramamentos às agências reguladoras.[44] Os derramamentos de óleo na Amazônia peruana devastaram comunidades indígenas, principalmente pela contaminação de alimentos e água, além das plantações.[45] Além disso, áreas de derramamento são locais onde acontecem mais resultados negativos para a saúde, gerando protestos e apelos para que as empresas de petróleo e gás paguem pelos custos de saúde.[46] Apesar das ordens para interromper a produção após um derramamento, algumas empresas continuam a bombear petróleo e usar os oleodutos com defeito.[47] Grupos indígenas protestam contra empresas de petróleo e gás há anos.[41] Os oleodutos no Peru também estão em risco devido à atividade sísmica, chuvas fortes e deslizamentos de terra.[48][49] A limpeza adequada da contaminação causada pelos derramamentos no Peru demandaria bilhões de dólares.[50] A organização peruana PUINAMUDT, que representa quatro federações indígenas nos blocos de petróleo 8 e 192, documenta regularmente os impactos dos derramamentos em seu canal no Youtube.

Derramamentos causados ​​por corrosão e falhas operacionais em lotes da Amazônia e na ONP Fonte: La Sombra del Petróleo

A mineração (principalmente a mineração de ouro) gerou uma poluição aquática extensa no Peru.[51] A deglaciação causada pela mudança climática pode limitar a capacidade do Peru de usar usinas hidrelétricas renováveis no futuro.[52]

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