Perfil energético – Colômbia

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Matriz de combustível (combustíveis fósseis versus renováveis)

A partir de 2020, os principais componentes da matriz energética da Colômbia eram o petróleo (38%), o gás natural (25%), o carvão (13%) e a energia hidrelétrica (12%).[1]

A energia hidrelétrica desempenha um papel especialmente importante no setor elétrico, respondendo por mais de dois terços da capacidade instalada e da geração de eletricidade da Colômbia.[1][2] Os combustíveis fósseis atendem à grande maioria das necessidades de eletricidade restantes, complementados por quantidades menores de energia renovável.[1]

Na próxima década, a Colômbia planeja expandir sua ênfase em energias renováveis, aumentando a capacidade instalada de outras fontes renováveis de 2% em 2018 para 21% em 2030, com o maior crescimento em energia eólica em terra.[3] A ANLA, a agência de licenciamento ambiental da Colômbia, aprovou a primeira licença para um grande parque eólico em 2018.[4] Simultaneamente, a Colômbia prevê um crescimento no setor de carvão para 2,4 GW de capacidade instalada até 2030.[3]

Emissões anuais de dióxido de carbono (CO₂) de diferentes tipos de combustível em 2019, medidas em toneladas. Fonte: Our World in Data

Metas de emissões de gases de efeito estufa

Em dezembro de 2020, o presidente Duque atualizou a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) colombiana para refletir uma redução de 51% nas emissões de gases de efeito estufa (em comparação com sua promessa original de redução).[5] A Colômbia precisará adotar políticas para acelerar a transição do carvão e do fraturamento hidráulico, bem como prevenir o desmatamento, que responde por 16,68% das emissões totais do país com o intuito de atingir suas metas de emissões de gases de efeito estufa até 2030.[6] A longo prazo, a Colômbia pretende atingir zero emissões em 2050.[6]

Agências governamentais de energia e outros players principais

Ministério nacional de energia

O MME (Ministerio de Minas y Energía), formado em 1974, supervisiona a indústria de mineração, a indústria mineral e o setor elétrico da Colômbia. A UPME (Unidad de Planeación Minero Energética) é o unidade do MME responsável pelo planejamento do desenvolvimento dos recursos energéticos e minerais do país.

Agências licenciadoras

A ANLA (Autoridad Nacional de Licencias Ambientales) é a agência nacional de licenciamento de projetos com base em seus efeitos no meio ambiente. Deve-se obter uma licença ambiental tanto da ANLA quanto do órgão ambiental regional.[7]

Agências regulatórias

A CREG (Comisión de Regulación de Energía y Gas), criada em 1994, é responsável pela regulamentação das concessionárias de eletricidade e gás, de acordo com as leis 142 e 143.[8]

A ANH (Agencia Nacional de Hidrocarburos) é a agência nacional responsável pela administração e regulamentação dos recursos domésticos de hidrocarbonetos colombianos.[9][10],

A SSPD (La Superintendencia de Servicios Públicos Domiciliarios) supervisiona as empresas concessionárias de serviços públicos na Colômbia.

Empresas concessionárias de energia elétrica

A ISA (Interconexión Eléctrica SA) é a principal empresa de transmissão elétrica colombiana.[8] O setor de eletricidade é monitorado e administrado pelo CND (Centro Nacional de Despacho), pelo ASIC (Administrador do Sistema de Intercâmbios Comerciales) e pelo LAC (Liquidador e Administrador de Cuentas).[11]

Companhia petrolífera nacional

De propriedade estatal majoritária, a Ecopetrol é a principal empresa de petróleo da Colômbia e uma das quatro maiores empresas de petróleo e gás da América Latina, ao lado da Pemex do México, Petrobras do Brasil e PDVSA da Venezuela. O governo da Colômbia detém 88,5% das ações da Ecopetrol.[12][13][14]

Principais empresas de energia

A Drummond Ltd. é a principal empresa de carvão na Colômbia e é responsável pela criação de aproximadamente 10.000 empregos no país.[10]

As principais empresas de energia elétrica na Colômbia incluem EMGESA, Empresas Públicas de Medellín e ISAGEN.[8]

Dados de emprego do setor de energia

A Colômbia tem a segunda maior força de trabalho da América Latina no setor de energia renovável, atrás apenas do Brasil.[15] Dos cerca de 272.000 empregos no setor de energia renovável em 2019, 212.000 eram em biocombustíveis líquidos, 36.600 em hidrelétricas, 18.600 em biomassa sólida, 4.000 em energia eólica e aproximadamente 1.000 em solar fotovoltaica.[15]

Uso de eletricidade

O setor elétrico colombiano é composto pelo Sistema Interconectado Nacional (SIN) e por zonas não interconectadas.[8] O SIN inclui usinas de geração, a rede de interconexão, transmissão regional, transmissão inter-regional e os 27.916 quilômetros das redes de distribuição.[16] Os serviços de energia elétrica nas zonas não interconectadas (ZNI) são fornecidos por sistemas independentes de pequena escala.

Capacidade instalada

A energia hidrelétrica é a principal fonte de eletricidade na Colômbia, com 67,24% da capacidade instalada em 2020, seguida pelas termelétricas (31,46%). Outros contribuintes menores em 2020 incluíram a biomassa (0,85%), a energia solar (0,34%) e a energia eólica (0,1%).[1]

Produção

A Colômbia produziu 69 TWh de eletricidade em 2020, alimentado quase inteiramente por energia hidrelétrica (71,89%) e combustíveis fósseis (26,77%).[1]

O atraso de três anos na construção da usina hidrelétrica de Hidroituango gerou preocupações sobre a escassez de energia no curto prazo na Colômbia, fazendo com que a CREG estabelecesse incentivos para projetos que pudessem abastecer essa falta de energia até a abertura de Hidroituango, que deve cobrir mais de 15% das necessidades energéticas da Colômbia.[8]

Em novembro de 2021, o CREG (La Comisión de Regulación de Energía, Gas, y Combustibles) anunciou a Resolução 174 que vai agilizar a capacidade dos geradores de energia distribuída de devolver o SIN (Sistema Interconectada Nacional).[17]

Demanda

A IPSE (Instituto de Planificación y Promoción de Soluciones Energéticas) é uma afiliada do MME que se concentra em atender às demandas de eletricidade em áreas rurais mal atendidas que estão nas zonas não interconectadas da Colômbia.

Consumo

O uso de eletricidade per capita na Colômbia foi de 1.300 kWh durante 2019.[18]

Carvão na Colômbia

Produção interna nacional

A Colômbia é o nono maior produtor mundial de carvão térmico.[19] A Colômbia tem a segunda maior reserva de carvão da América do Sul (logo após o Brasil), mas é a maior produtora de carvão, com sua produção concentrada principalmente nos departamentos de Cesar e La Guajira.[20][21][22] A Colômbia produz mais de 80% do carvão na América Latina[23] e abriga as três maiores minas de carvão da região: Cerrejón, El Descanso y Pribbenow.[24] O governo federal possui todas as reservas de hidrocarbonetos, enquanto as empresas privadas são responsáveis pela produção de carvão.[25] Entre 1995 e 2020, a Drummond Ltd. exportou 500 milhões de toneladas de carvão produzido na Colômbia.[10]

A produção de carvão caiu em 2020 devido à pandemia de COVID e à greve da mina Cerrejon, mas em novembro de 2021 a produção de carvão colombiana teve uma recuperação significativa.[26]

Consumo

Em 2018, cerca de 10% do fornecimento de energia da Colômbia vinha do carvão.[25] As cinco usinas de carvão em operação da Colômbia - Gecelca, Termoguajira, Termopaipa, Termotasajero y Termozipa - têm uma capacidade de geração combinada de 1,6 GW (gigawatts).[24]

Exportações

A Colômbia é um exportador de carvão importante, exportando grande parte de seu carvão.[27] O país é o maior exportador de carvão térmico da América Latina e está entre os cinco maiores exportadores do mundo[19][28], superada apenas pela Austrália, a Indonésia, a Rússia e os Estados Unidos. Os principais mercados para o carvão colombiano são a Holanda, a Turquia, o Israel, os Estados Unidos, o Chile, a Espanha, Portugal, o Reino Unido e o Brasil.[19][29] O país detinha uma participação de 5,24% do mercado global de carvão em 2021.[30] O carvão térmico é a segunda maior exportação da Colômbia (depois do petróleo), mas o país é visto como vulnerável ao declínio da demanda internacional, especialmente em mercados importantes como Turquia e Europa Ocidental.[20] O MME tem seu foco no aumento das exportações para os países asiáticos nos próximos anos. China e Índia são os principais mercados previstos para o carvão colombiano, à medida que a Europa investe mais pesadamente em energias renováveis.[31]

Petróleo e gás natural na Colômbia

Produção interna nacional

A Colômbia é o 19º maior produtor de petróleo do mundo.[32] Após os impactos da COVID-19 e das divergências com a OPEP em 2020, a Colômbia está se esforçando para recuperar a queda de quase 50% nos investimentos no setor de petróleo e gás.[33] O MME espera retornar a produção colombiana aos níveis de 2019.[33] As refinarias Barrancabermeja e Reficar Cartagena perfazem quase toda a produção nacional de combustível.[21]

Fonte: EnerData[18]

Consumo

Em 2018, pouco menos de 40% do fornecimento de energia da Colômbia vinha do petróleo, com 25% adicionais oriundos do gás natural.[25]

Em dezembro de 2020, a Colômbia consumia 274,5 bpd de petróleo.[34]

Importações e países de origem

A demanda por gás natural impulsionou a Colômbia a começar as importações em 2016.[35] O declínio, tanto das reservas quanto da produção de gás natural, desencadeou um aumento nas importações de GNL dos Estados Unidos.[36]

Novas fontes e projetos propostos

Os projetos de modernização de refinarias e dutos foram a prioridade para a Colômbia no período entre 2010 e 2020.[21]

Em outubro de 2021, o governo colombiano anunciou que seis projetos de gasodutos de gás natural estavam sendo priorizados para proteger o fornecimento de combustível fóssil.[37]

Transporte

A Colômbia tem dois importantes sistemas de gasodutos de gás natural. A maior rede, atendendo grande parte do interior do país, é a Red de Gasoductos TGI, operada pela Transportadora de Gas Internacional (TGI), subsidiária do Grupo Energía de Bogotá.[21] Outra rede operada pela Promigas atende a costa caribenha.

A Cenit, subsidiária da Ecopetrol, controla 80% da infraestrutura dos oleodutos de petróleo bruto na Colômbia (6.300 milhas) e quase todos os oleodutos de produtos refinados.[21] Suas principais instalações incluem os oleodutos Ocensa, Llanos Orientales, Colombia, Caño Limón-Coveñas e Bicentenario.

Os oleodutos foram visados por grupos guerrilheiros na Colômbia durante 2021, que afetaram negativamente a produção e o meio ambiente; entre janeiro-setembro de 2021, houve 28 ataques registrados à infraestrutura de petróleo (incluindo oleodutos).[38]

Energia renovável na Colômbia

O apoio à política federal e o atendimento à demanda crescente dos consumidores por energias renováveis na Colômbia contribuirão para uma tendência positiva de crescimento entre 2020 e 2025.[39]

A organização IRENA, em seu relatório de estatísticas de agosto de 2021, informou que a capacidade total de energia renovável da Colômbia em 2020 foi de 13.552 MW, 93% oriundos da energia hidrelétrica.[40] Devido à forte dependência da Colômbia quanto à hidroeletricidade (69% da energia renovável), o país é muito vulnerável a cenários hidrológicos como o El Niño, o que faz necessário o uso de energia térmica como reserva. Consequentemente, as emissões de gases de efeito estufa são especialmente altas durante a passagem do El Niño.[41]

A energia eólica deve crescer consideravelmente até 2025.[39] La Guajira está cotada para atrair investimentos eólicos devido aos ventos de classe sete, enquanto Orinoco e San Andrés são atrativos para o desenvolvimento solar.[42] As usinas de cogeração de biomassa também podem representar uma forte presença na Colômbia devido aos resíduos florestais e agrícolas.[42]

Ferro e aço na Colômbia

O setor siderúrgico é supervisionado pela Comité Colombiano de Productores de Acero, integrante da ANDI (La Asociación Nacional de Empresarios de Colombia). As exportações de ferroníquel da Colômbia começaram em 1985, após a extração na jazida de minério Cerro Matoso.[43] Em 2018, o valor bruto da produção da indústria siderúrgica foi de 7,76 trilhões de pesos colombianos.[44] As exportações de ferro e aço colombianos caíram 17,1% durante 2020.[45] Os produtores de aço colombianos se concentram em aços longos (80% são vergalhões) e esperam um crescimento devido a projetos de infraestrutura.[46] As cinco principais empresas produtoras de aço da Colômbia são: Acerías Paz del Río (brasileira), Gerdau Diaco (brasileira), Sidenal, Sidoc e Ternium Colombia.

Impactos ambientais e sociais da energia na Colômbia

Os ecossistemas e a biodiversidade da Colômbia estão ameaçados de forma pelas atividades extrativas relacionadas à energia.[47] A reinjeção da água de produção oriunda da indústria de petróleo e gás gerou atividade sísmica na Colômbia.[48] As zonas úmidas da Colômbia estão, particularmente, sob um risco alto de poluição relacionada à energia.[49]

A poluição da água pelas operações de petróleo e gás impacta negativamente as comunidades indígenas.[48] As comunidades ameaçadas pelos efeitos da energia no meio ambiente são pobres, carecem de serviços de saúde adequados e lutam para que suas vozes sejam ouvidas no âmbito da política nacional.[47] Ativistas trabalhistas, sociais e ambientais na Colômbia foram reprimidos ou desapareceram pelas grandes empresas.[48] Mais de 2.000 ativistas ambientais indígenas foram mortos ou feridos desde 2016 por se manifestarem quanto à extração mineral e aos perigos do fracking (fraturamento hidráulico).[50] Mais da metade de todas as mortes de ativistas no mundo em 2020 ocorreu na Colômbia.[51] Ativistas colombianos continuam defendendo o meio ambiente e pressionando por projetos de lei que proíbam a prospecção e exploração de novos reservatórios.[52]

A falta de responsabilização no setor de energia colombiano gera resultados problemáticos.[53] A natureza gasosa dos depósitos de carvão colombianos contribuiu para vários acidentes de trabalho e mortes.[23] Ventilação deficiente, treinamento do trabalhador e regulamentação inadequada tornam provável que os acidentes relacionados ao metano continuem.[23]

Referências

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